Como tudo começou.

Somos o Augusto e a Patrícia. Fazemos cerâmica à mão, numa sala da nossa casa, com dois cães a ver.

O Augusto e a Patrícia, costas com costas
  1. A Patrícia, de avental às riscas, com um copo acabado de moldar

    Começou com um saco de barro e a vontade de fazer alguma coisa com as mãos, ao fim do dia.

    O primeiro copo saiu torto. O segundo também. Guardámos os dois, e percebemos que era precisamente isso que queríamos fazer: peças que não saem iguais.

  2. O Augusto a moldar copos numa mesa com toalha aos quadrados vermelhos

    O estúdio é uma sala da nossa casa. Tem uma estante de metal, tábuas a secar encostadas à parede, uma mesa com toalha aos quadrados e os aventais pendurados na porta.

    O Messi e a Safira têm lá o seu canto. Não ajudam nada, mas não perdem uma fornada.

  3. Copos Camélia empilhados, cada um com a sua frase

    As frases nasceram das conversas lá de casa. «Calma, ainda não acordei!» é o que se diz antes do primeiro café. «Alexa, lava a loiça» é o que se diz depois do jantar.

    Carimbamos cada letra à mão, com o barro ainda mole. Hoje há frases nossas e frases que os clientes nos mandam.

  4. Peças da Kaolin sobre linho branco, com flores secas

    Um dia contámos, e éramos mil a seguir a Kaolin. Celebrámos com uma fotografia do estúdio e um obrigado.

    Cada pessoa que leva uma peça para casa faz parte disto. É por isso que continuamos a embrulhar cada encomenda em papel de seda.

E agora, as peças têm nomes de flores.

Camélia, Magnólia, Amor-Perfeito e Alecrim. Continuam a sair tortas, e continuam a passar todas pelas nossas mãos.

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